11º FNEX : educadores falam sobre o impacto da Busca Ativa Escolar nos municípios
- Com mais de 322 mil crianças e adolescentes (re)matriculados em todo o Brasil, secretários de Educação e educadores contam como a estratégia consolida-se como ferramenta essencial para romper a exclusão escolar e garantir o direito de aprender.
- Na foto, os participantes do 11º FNEX vestem a camiseta da campanha "Fora da Escola Não Pode!" no último dia do evento.
A Busca Ativa Escolar (BAE), estratégia desenvolvida pelo UNICEF e pela Undime há quase 9 anos, já identificou 642,2 mil casos e trouxe de volta às salas de aula mais de 322 mil crianças e adolescentes em todo o Brasil. Para os/as secretários/as e educadores/as municipais com os quais a equipe nacional da estratégia conversou durante o 1º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação (FNEX), realizado em Brasília/DF na última semana de maio de 2026, a BAE tem transformado realidades locais, além de devolver milhares de crianças e adolescentes às salas de aula brasileiras
“Além de fazer com que o aluno volte para a escola e lá ele permaneça, a gente consegue também alcançar aquele público que é alvo da EJA, a Educação de Jovens e Adultos. E é assim que Colônia Leopoldina, em Alagoas, tem crescido e fortalecido essa estratégia, que é mais do que um ganho, ela é vida sendo transformada dentro da escola”, destaca Tiffany Brito, dirigente municipal de Educação em Colônia Leopoldina/AL – um dos primeiros municípios no estado a instituir uma política municipal de busca ativa –, ao contar como a adesão e implementação da estratégia desenvolvida pelo UNICEF e a Undime criou uma cultura na localidade que beneficia várias idades e gerações.
Os/as gestores/as públicos apontam que estratégia é, portanto, mais que uma ferramenta para a garantia do direito de acesso e permanência de estudantes na escola. É também um importante instrumento de proteção de meninos e meninas nos municípios. Segundo avaliação acerca da BAE, realizada pelo UNICEF e a Undime em 2025, 70,8% dos/as gestores/as entrevistados/as reconhecem que a estratégia é indispensável para identificar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, e 58,1% relatam avanços práticos na identificação de casos de violência.
“A Busca Ativa Escolar tem sido o caminho, no nosso município, para que os alunos retornem à sala de aula e não sejam prejudicados por nenhum fator econômico, social, racial”, afirma Élica Figueiredo, dirigente municipal de Educação de Ibipeba/BA.
Em Queimados (RJ), a BAE possibilitou ação coordenada entre as equipes de educação e do transporte escolar, que mitigou os impactos da exclusão escolar no pós-pandemia. Segundo Hellen Alves, diretora de Supervisão e Acompanhamento da Gestão Escolar do município, dos cerca de quatrocentos estudantes fora da escola, apenas cinco não foram localizados e retornaram para a sala de aula. “Foi uma ação de sucesso na nossa secretaria, porque nós conseguimos alcançar êxito com o retorno desses alunos", resumiu.
Foto de destaque: Guilherme Kardel/Undime
