.jpg)
.jpg)
A Busca Ativa Escolar na Prática é uma série de cursos autoformativos com o objetivo de apoiar municípios e estados na implementação da estratégia. São 10 cursos divididos em módulos, de acordo com as funções que cada ator possui na estratégia Busca Ativa Escolar (BAE) e que abordam diversos temas importantes para qualificar o trabalho das equipes. Há ainda dois cursos voltados para qualquer perfil.
Todas as formações têm objetivo de oferecer subsídios para as equipes estaduais e municipais da estratégia compreenderem suas atribuições e trabalho. Os módulos contam com vídeos, animações, estudos de caso, cards e infográficos, numa linguagem leve e dinâmica, ajudando a aprimorar os conhecimentos sobre a estratégia.
Os cursos são gratuitos e 100% online; possuem certificação; e são disponibilizados no Ambiente Virtual de Aprendizagem do UNICEF Brasil (AVA), podendo ser realizados por qualquer pessoa que atue, tenha interesse de atuar na estratégia ou se interesse por assuntos correlatos à garantia de direitos. A carga horária varia de acordo com a formação escolhida (entre 10h e 36h). Os módulos são independentes, o que permite que você organize sua própria sequência de aprendizagem ou realize mais de uma formação simultaneamente.
Os dois cursos sobre temáticas transversais, abertos a todo o público interessado, são:
- Busca Ativa Escolar em Crises e Emergências: Oferece orientações para que, mesmo em cenários de calamidade pública, toda criança e adolescente esteja na escola, protegida e aprendendo. Aborda situações como catástrofes naturais, problemas de segurança pública e outros que afetem o dia a dia das populações nos municípios; e
- Busca Ativa Escolar e Rede de Proteção: Apresenta o papel de cada um/a dos/as profissionais e atores sociais da rede de garantia de direitos e de que forma cada um/a deles/as pode contribuir para assegurar o retorno, a permanência e a aprendizagem de meninas e meninos no Brasil, fortalecendo, assim, suas trajetórias escolares.
Inscrição
Para participar, é necessário criar uma conta no AVA do UNICEF. Com ela, você terá acesso aos cursos da “Busca Ativa Escolar na Prática” e a vários outros cursos oferecidos pelo UNICEF, sobre diversos temas.
Após a criação da conta no AVA, basta selecionar o curso de seu interesse e iniciar o ciclo de estudos conforme sua disponibilidade e a frente de trabalho a qual está vinculada. Por exemplo, se você possui um vínculo municipal, pode se inscrever nos cursos voltados às equipes municipais. Caso sua atuação seja em secretarias estaduais, há trilhas específicas para as equipes estaduais.
Cursos da BAE
A Busca Ativa Escolar envolve diversos/as atores/atrizes sociais ligados/as aos governos municipal ou estadual. Cada curso trabalha as atribuições técnicas de um ator/atriz da equipe estadual e municipal da estratégia.
Abaixo, apresentamos uma breve descrição das atribuições de cada perfil e o link* para realizar sua inscrição no curso (*para abrir a página do curso, primeiro, deve-se estar logado no AVA):
Trilha estadual
Agente Comunitário: Os/as agentes comunitários/as possuem papel fundamental para a implementação da estratégia, pois emitem o alerta, assim como realizam o levantamento dos primeiros dados. Esta formação mostrará como se aproximar adequadamente das famílias e das crianças e adolescentes, sem desencadear insegurança e medo; e compreender a situação e dar entrada no fluxo de casos da plataforma, por meio do formulário de alerta.
Técnico Verificador: Os/as técnicos/as verificadores/as tem a função de realizar abordagem familiar das crianças e adolescentes que estejam fora da escola ou em risco de abandoná-la, a fim de realizar pesquisa detalhada e produzir análise técnica sobre os casos encontrados, sugerindo, inclusive, os encaminhamentos necessários a serem feitos pela Administração. O curso prepara os/as técnicos/as verificadores/as de sua equipe para visitas domiciliares mais humanizadas, assertivas e acolhedoras.
Supervisor Institucional: Cabe aos/as supervisores/as institucionais realizar a gestão dos casos a partir do relatório entregue pelo/a técnico/a verificador/a, compreender os motivos da exclusão e/ou evasão escolar e proceder os encaminhamentos necessários, incluindo a (re)matrícula na escola estadual definida, e monitorar as etapas de observação que compõem o período de acompanhamento da criança ou adolescente. Essas são algumas das atribuições trabalhadas no curso.
Coordenador operacional: O/a coordenador/a operacional estadual é fundamental para a implementação da estratégia Busca Ativa Escolar no estado, assim como para a sua incorporação nas ações contínuas e colaborativas em seu território de atuação. Dentre as suas atribuições, espera-se conhecimento técnico sobre a realidade educacional do estado, assim como, sobre o funcionamento da Secretaria de Educação e da administração estadual. Isso ajudará a entender e lidar bem com os desafios que surgirem durante a implementação da estratégia e a utilização da plataforma.
Gestor político: É responsável, dentre outras questões, a nomeação do/a coordenador/a operacional estadual e dos/as coordenadores/as operacionais das regionais/coordenações/diretorias; e a composição, estruturação e formalização do Comitê Estadual, que reúne representantes de outras secretarias estaduais, órgãos públicos e organizações da sociedade civil como importantes aliados. Em relação à plataforma, o/a gestor/a político/a estadual deve acompanhar os dados gerados, extraindo relatórios analíticos para avaliar a implementação e a situação do estado, podendo, assim, tomar decisões baseadas em evidências e discuti-las com o Comitê Estadual.
Trilha municipal
Agente Comunitário/a: Cabe a figura do/a agente comunitário/a municipal a função de identificar, nos territórios onde atua, crianças e adolescentes que estão fora da escola, e emitir alertas sobre essas situações. Espera-se que o/a profissional conheça bem o território em seus aspectos socioculturais e econômicos; que tenha bom relacionamento com a comunidade; e que saiba zelar para que a abordagem familiar seja realizada com sigilo, ética e respeito. Muitos profissionais podem atuar como agentes comunitários/as: profissionais da administração pública ou de organizações da sociedade civil, como liderança comunitária ou religiosa; agente de saúde; agente de endemias; visitador/a do Programa Criança Feliz; assistente social do CRAS ou CREAS; profissional de escola, entre outros.
Técnico/a Verificador: É responsável por realizar visita domiciliar às famílias das crianças e adolescentes que estejam fora da escola a fim de realizar pesquisa detalhada, assim como, produzir análise técnica sobre os casos encontrados e sugerir os encaminhamentos necessários a serem feitos pela Administração. O curso irá lhe auxiliar a conhecer técnicas de abordagem familiar; ter clareza sobre a necessidade de sigilo e discrição quanto aos dados coletados e situações vislumbradas; possuir, preferencialmente, formação acadêmica em áreas voltadas ao serviço social e ao atendimento comunitário, tais como assistência social, psicopedagogia, psicologia, orientação educacional etc.
Supervisor/a institucional: Realiza a gestão dos casos para encaminhamento aos diversos serviços públicos. É ele/a quem acompanha o trabalho dos/as profissionais de campo nas secretarias ou demais órgãos; designa visita dos/as técnicos/as verificadores/as; e monitora os casos sob sua supervisão. Também participa do planejamento e das reuniões intersetoriais. Espera-se que tenha conhecimento técnico referente à sua área de atuação, ao funcionamento da secretaria e à administração pública como um todo; capacidade de articulação e de coordenação de grupos; e facilidade de comunicação.
Coordenador/a operacional: Cabe ao/à coordenador/a operacional municipal elaborar e acompanhar a execução do Plano de Ação e a implementação de todas as atividades da Busca Ativa Escolar no município. É este/a profissional quem coordena o trabalho da equipe; conduz as reuniões intersetoriais; configura e acompanha a plataforma; e, juntamente com o/a gestor/a político/a, realiza as articulações necessárias para a resolução dos casos. Espera-se que tenha capacidade de liderança para coordenar a equipe em encontros de formação; capacidade de mediar discussões e fazer encaminhamentos; facilidade de comunicação oral e digital; conhecimento da realidade do município e da estrutura da administração pública.
Gestor político: Cabe ao gestor político municipal liderar o processo de articulação política da Busca Ativa Escolar. É o/a gestor/a político/a quem convoca secretarias e organizações da sociedade civil para formar o comitê gestor da Busca Ativa Escolar; garante o trabalho intersetorial; analisa e propõe políticas a partir dos diagnósticos gerados; e realiza encaminhamentos que possam resultar na (re)matrícula das crianças e adolescentes do município que estejam fora da escola. Deve ter conhecimento e experiência em gestão pública; capacidade de liderança e de articulação; acesso ao(à) prefeito(a); entrada em secretarias de diferentes políticas públicas; e facilidade de comunicação.
