Paraíba leva mais de 4,6 mil crianças e adolescentes de volta à escola

Por Comunicação

23.09.2026 | Atualizado: 23.09.2026
Paraíba leva mais de 4,6 mil crianças e adolescentes de volta à escola

Entre julho de 2025 e agosto de 2026, os 203 municípios paraibanos adesos ao Selo UNICEF e à Busca Ativa Escolar alcançaram 103,8% da meta de (re)matrícula prevista para a primeira medição; ação em territórios quilombolas do Sertão paraibano também superou os objetivos estabelecidos (Foto: UNICEF/BRZ/Ítalo Cristovão)

Mais de 4,6 mil crianças e adolescentes voltaram às salas de aula na Paraíba entre julho de 2025 e agosto de 2026, por meio da Busca Ativa Escolar (BAE). Foram 4.631 (re)matrículas, número que supera a meta estabelecida para os municípios participantes do Selo UNICEF no Estado e representa 103,8% do resultado previsto para a primeira medição do ciclo 2025-2028.

Dos 203 municípios paraibanos adesos à BAE, 179 já atingiram suas metas de (re)matrícula, o que equivalente a 88,2%. Em números absolutos, a Paraíba tem o terceiro maior volume de (re)matrículas entre os estados do Nordeste,.

"Ultrapassar a meta de (re)matrículas evidencia a potência do trabalho articulado dos municípios para identificar e resgatar crianças e adolescentes que estão fora da escola, garantindo o direito à Educação. No coração da Busca Ativa Escolar pulsam articulações intersetoriais que fortalecem a rede de proteção", afirma Verônica Bezerra, especialista de Educação do UNICEF para o Nordeste.

Segundo Verônica, fatores como pobreza, dificuldade de acesso à escola, adoecimentos e diferentes formas de violência afetam de forma intensa populações historicamente excluídas, como as comunidades quilombolas, e podem contribuir para afastar crianças e adolescentes da escola. "As causas são múltiplas, e esse problema precisa ser enfrentado de modo complexo", reforça a especialista. 

Atenção especial aos territórios quilombolas

Uma parceria entre o UNICEF e o Instituto Solea intensifica as ações da Busca Ativa Escolar em Catolé do Rocha, Coremas e Pombal, no Sertão paraibano, com atenção especial a crianças e adolescentes quilombolas. 

Desde dezembro de 2025, a iniciativa reúne missões de campo, visitas a escolas em comunidades quilombolas, diálogo com famílias e lideranças, assistência técnica e formação das equipes municipais, além do diagnóstico das barreiras de acesso e permanência na escola e da construção de planos de ação adaptados a cada território.

"O fato de Catolé do Rocha, Coremas e Pombal já terem alcançado suas metas de (re)matrícula é um resultado importante, mas nosso objetivo vai além do retorno à escola. Queremos fortalecer as capacidades locais para identificar precocemente situações de exclusão, atuar de forma preventiva e garantir a permanência e a trajetória escolar dessas crianças e adolescentes", destaca Verônica Bezerra.

A experiência nos três municípios deve gerar aprendizados para a implementação da BAE em outros territórios quilombolas do país, contribuindo para qualificar a estratégia e apoiar sua aplicação em outras localidades. Para apoiar prefeituras e governos estaduais na implementação e adaptação da Busca Ativa Escolar às realidades, dinâmicas sociais e especificidades culturais e territoriais dessas comunidades, a coordenação nacional da estratégia lançou, em junho de 2026, o caderno “Reflexões sobre a Busca Ativa Escolar em Comunidades Indígenas e Quilombolas”. Confira a publicação!

Para as equipes municipais e estaduais que atuam na Busca Ativa Escolar em todo o Brasil, o resultado paraibano reforça um caminho possível: fortalecer parcerias locais e o trabalho intersetorial para chegar às crianças e aos adolescentes mais distantes da escola.

Com informações do UNICEF e do Bom Dia Paraíba.